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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Hoje

Paula Davis dançando no ArteCéu (Som do Céu 2011)


Como estivemos um tempinho fora do ar, há muita coisa pra contar pra você que nos acompanha. Mas devagarzinho vamos atualizando as novidades no blog pra que você vá se situando.

Bom, desde o nosso último post, o Catavento já esteve de férias, já descansou, já recortou, desdobrou, enquadrou, já voltou ao trabalho, já dançou, ensaiou, conversou, orou... ufa! Foram muitos acontecimentos!

Como vocês já sabem, estivemos no Arte em Foco em novembro (nossa última apresentação do ano de 2010, que aliás, foi uma grande alegria e um privilégio pra nós). Temos um pequeno video da apresentação e uma entrevista, que postaremos aqui futuramente pra que vocês tenham uma melhor idéia de como foi esse evento.

Em nossos últimos encontros do ano, logo após o “Arte em Foco”, registramos em video nossos laboratórios de criação para futuras produções do grupo e fizemos um pequeno balanço do nosso ano, refletindo sobre nossa caminhada e apontando novas perspectivas.

Recebemos a notícia de que nossa querida Camila iria começar a trilhar outros caminhos, além Catavento, seguindo a direção de Deus pra sua vida. Claro que sentimos muito a sua saída, contudo, nos alegramos por saber que seu coração está em paz e feliz com a decisão tomada. Desejamos a ela tudo de bom na nova trajetória!

Ah, é bom lembrar que o 2º semestre de 2010 trouxe para nós a enorme alegria da gravidez da Carol, após muita expectativa. Pudemos ver e acompanhar a manifestação do milagre de Deus na sua vida em cada um dos dias, dos 9 meses, em que Marcela estava sendo gerada. Agora é um novo tempo pra Carol: a Marcela nasceu no dia 28 de abril e está lindinha e cheia de saúde, sob os cuidados mais que especiais da mamãe e do papai coruja, Juninho, e de toda a família que a recebeu com grande festa.

Começamos 2011 sob a expectativa de como seria o ano do Catavento, com a Carol gestante, a Paula tratando de questões de saúde, que depois ela mesma conta por aqui, eu (Vitória) cursando o penúltimo módulo da pós-graduação e Fabrícia também cuidando de várias questões familiares e profissionais.

E assim, as coisas foram acontecendo simultaneamente...

Hoje o Catavento, seguindo a idéia de coletivo, vem se desdobrando multidisciplinarmente em atividades diferentes, permitindo que cada uma de nós atue de acordo com sua realidade pessoal e profissional, sem perder a ligação com o grupo. Tudo é cada uma e tudo é Catavento. Como assim?

Na Semana Santa a Paula esteve no “Som do Céu” com um trabalho belíssimo, sobre o qual ela contará numa postagem maior. Carol também esteve no mesmo evento, lançando seu novo CD, intitulado “Lá vem Ela”, sobre o qual vocês também terão mais informações aqui no blog em breve.

Em junho eu vou ministrar um seminário sobre dança na Igreja Presbiteriana Renovada de Contagem e, em julho, é a vez da Fabrícia, porém ministrando numa igreja de Belo Horizonte. Aguardem notícias!

Bem, por enquanto é isso. Esperamos que você possa ter acompanhado agora um pouquinho de como foi o nosso 1º semestre de 2011, podendo perceber um pouco do turbilhão de emoções, novidades e desafios que nos cercaram. Feliz metade de 2011! E que venha a outra!!!

por Vitória Meireles

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pra ver...






"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
Há só uma janela fechada,
e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia
ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê
quando se abre a janela."
(Fernando Pessoa)

Tem a ver com nosso último trabalho - "recortes sobre um ponto de vista"...

Tem a ver com cada uma de nós, nossas reflexões, medos e descobertas bonitas...

Tudo tem a ver com tudo...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Catavento no Som do Céu 2010!




O post é só pra registrar a nossa alegria com essa estréia (ou seria melhor ensaio aberto?) do "Recortes sobre um ponto de vista". Na verdade, o que apresentamos foram cenas (ou recortes) de um trabalho ainda em construção e super aberto a impressões e expressões do público.

Os bate-papos com o público foram excelentes! Diversas visões, significações e experiências... Agradecemos demais a todos queridos que nos prestigiaram. Agradecemos também ao DJ pelo som, ao Ju por toda a "mão de obra" (rs...), ao Sêmer pelas tapadeiras lindas e pelas dicas preciosas, à Mari Magno pelos feitios e pelas fotos lindas, aos nossos amados familiares e à MPC (Marcelo, Pri, Rick...) pelo convite tão especial pra nós!

Agora, é mais "mão na massa" pra fazer mais, construir mais, recortar mais, ver mais...

Bjo das catavento!

domingo, 7 de março de 2010

Danças e Andanças da Vi





Quem conhece o Catavento, sabe o quanto a gente valoriza o contínuo aprendizado e busca por crescimento. E a Vitória é uma das "rainhas" nesse quesito! Está sempre ligada, por dentro de tudo que tá rolando, antenada nas novidades e oportunidades de cursos, aulas, etc.

Em janeiro, a Vi começou mais uma das suas empreitadas, dessa vez na Faculdade Angel Vianna: a pós-graduação em Análise do Movimento a partir do sistema Laban/Bartenieff. O objetivo é capacitar os profissionais a uma reflexão e análise do movimento utilizando esse sistema de forma coreológica e sociocoreológica. A coordenação do curso está por conta da Regina Miranda que é a diretora do Instituto Laban de Nova York e precursora do Sistema Laban/Bartenieff no Brasil.

Se você quer saber mais sobre esse tal sistema Laban/Bartenieff, leia esse texto: http://www.centrolaban-rj.org/id70.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Catavento agora é Coletivo!



Estivemos “fora do ar” nesse início de ano, mas tudo foi proposital (ou conseqüência). Bom, explicaremos...

Pra quem não sabe, o Catavento (ainda sem a Vitória) se juntou em setembro de 2008, num café de um shopping em BH. É, não foi em uma sala de dança, num espetáculo, não... Isso revela o nosso desejo primário: apenas nos juntarmos. É que ninguém conhecia ninguém. Talvez eu, Carol, conhecesse um pouco mais a Camila, a Fabricia e a Paula, mas elas, entre si, nunca tinham se visto. A idéia de nos encontrarmos era o simples desejo de estarmos juntas, falar de dança, contar histórias, compartilhar experiências e, assim, crescermos juntas, mas cada uma dando foco na “dança” que mais a interessasse. Lembro-me como se fosse hoje: a Fa dizendo como amava história da dança e que queria voltar às aulas de clássico; a Camila contando das suas descobertas na dança e da vontade imensa de dançar o dia inteiro (se pudesse); a Paula, depois de dançar profissionalmente por tantos anos, querendo descobrir essa tal “dança da igreja”, já que tinha se convertido há poucos anos; e eu, completamente enganada, achando que não iria lidar mais com a dança na minha vida, me abrindo pro que viesse.

Quem dança sabe que pra se conhecer, nada melhor que dançar junto. Começamos então a buscar algumas aulas, a fazer alguns laboratórios corporais juntas, a conversar e ler muito. Pensamos que precisaríamos nos organizar minimamente, até pra dar mais “gás” pra nós. Nos demos o nome de “Catavento Dança & Pesquisa”, mesmo sem saber onde tudo isso nos levaria. Logo vieram alguns convites e nos vimos com a necessidade de coreografar algo. Foi daí que nasceu o “Ventaneio”. Com ele, rodamos muitos lugares queridos. Por meio dele, conhecemos muitas pessoas importantes e especiais pra nós. No meio do ano, a Vitória chegou, mas a correria era tanta, que seguimos com nossas apresentações, oficinas, bate-papos, sem termos muito tempo pra parar e avaliar nossos objetivos.

Foi um ano maravilhoso! Devemos a ele muito do que temos, somos e do que agora compartilhamos aqui... Uma novidade que, talvez, não mude muito pra vocês, mas muda tudo pra nós: de grupo passamos a ser um COLETIVO. Perguntas??? Mais uma vez, explicaremos... vamos lá...

O que é um coletivo de dança? O que isso muda pro catavento? O que isso implica a cada uma de nós? Bom, são muitas as tentativas de definições e o conceito ainda é muito novo no meio dança, mas tem sido muito bem acolhido e recebido pelos artistas. De forma bem simples, um coletivo é um ajuntamento de pessoas que, na medida em que desenvolvem seus próprios trabalhos, também desenvolvem trabalhos de todos. Tudo que um produz é de todos. O que não impede que dois, três ou todos se reúnam para desenvolver um trabalho juntos. Trazendo pra prática, pro catavento: cada uma de nós pode produzir o que quiser (textos, oficinas, coreografias, etc.) e esses trabalhos podem ser feitos individualmente, em duplas, trios, quartetos ou todas juntas.

Tudo muda pra nós uma vez que cada uma poderá colocar o foco naquilo que tiver mais interesse em desenvolver. Ao mesmo tempo, todo o grupo é enriquecido, já que pode-se ter diferentes ações dentro de um mesmo grupo. Cremos que com essa mudança, o catavento tem possibilidades de crescer e se aprimorar em outras áreas.

Enfim, a gente também vai descobrir aos poucos todos os significados dessa mudança. Por enquanto, o que sabemos é que nossos encontros semanais continuam, estamos correndo contra o tempo pra “fazermos bonito” no Som do Céu 2010 e nossos corações e cabeças pulsam a mil, cheios de expectativas das surpresas que nos aguardam.

Se você quiser saber mais sobre conceitos em COLETIVO, indicamos um texto bem bacana: http://idanca.net/2007/03/01/coletivos-conceitos-em-jogo/

Contamos com todos vocês nessa nova etapa!!!

Catavento.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Entrevista

Vitória e Carol falam sobre a dança no meio cristão evangélico durante o Festival Nacional de Louveira. A entrevista foi feita pelo portal Arte Com Cristo.

Assista:

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Catavento em São Paulo

VI Festival Nacional de Artes de Louveira/SP

Oficina de Dança

Teatro Polytheama de Jundiaí/SP

Vitória, Carol e Evandro

Como já havia dito, no início do mês, estivemos eu e a Vitória em Jundiaí/SP, participando do VI Festival Nacional de Artes, promovido pela Cia Louveira. O evento aconteceu em vários lugares simultâneos como Câmara Municipal, Pinacoteca e Teatro Polytheama de Jundiaí. Contou com o apoio da Secretaria de Cultura de Louveira e da Prefeitura de Jundiái, entre outros.

Foi uma experiência muito rica, com destaque para a oficina que demos de "Dança Contemporânea" e o fórum do qual participamos sobre dança. Foi uma grande troca de experiência, especialmente com pessoas que conhecemos por lá.

Agradecemos ao Felipe, líder da Cia Louveira e do Festival, pelo convite. E mandamos um abraço querido para o Evandro, equipante, de quem ficamos muito próximas e por quem temos um carinho imenso.

Carol Gualberto.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lavando a alma

Stênio, Selma, Diego, Gladir, Tiago, Davi, Ju e "agregados" queridos








Nos dias 30 de outubro a 02 de novembro, estivemos eu e a Vitória em Louveira/Jundiaí (SP) participando do 6º Festival Nacional de Artes, promovido pela Cia Louveira de Artes. Depois de vários probleminhas com vôos, chegamos lá na sexta, dia 30 e daí pra frente muita coisa bacana aconteceu.

A gente vai postando aos poucos, porque é muita coisa pra colocar aqui.

No post de hoje, a gente quer destacar um evento paralelo que rolou na noite desse dia. “Roda de Amigos” foi um encontro promovido pela igreja do nosso novo amigo Davi Lenço. Um pequeno sarau com a participação de Stênio Marcius, Tiago Vianna, Gladir Cabral e Diego Venâncio, além de um povo muito bacana de lá. Eu e a Vitória fomos “intimadas” a dançar e que experiência gostosa! A coreografia foi um trecho adaptado do “Ventaneio” e ventos novos sopraram por lá...

Foi uma noite de refrigério, de carinho aos ouvidos e ao coração. A alma da gente saiu lavada! Aproveitamos para agradecer o convite do Davi, ao Dani por registrar as coisas boas daquela noite e mandar abraços mineiros pra todos que estiveram por lá.

Em breve, mais sobre a nossa viagem...
Carol Gualberto
Fotos de Daniel Lenço

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Foi sábado...





Nosso sábado foi especial. Como dito antes, estivemos com o pessoal da IBL durante todo o dia ministrando oficina, conversando e trocando idéias no bate-papo, participando da mesa redonda e apresentando o "Ventaneio" na nova versão que inclui a Vitória...

Foi um tempo muito gostoso! Agradecemos a todo o pessoal da produção do evento e os parabenizamos pelo excelente trabalho! Um beijo grande de todo o grupo!

Na próxima quinta, eu e Vitória seguimos viagem para Jundiaí onde participaremos do Festival Nacional de Artes... Fiquem ligados nas notícias!!!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dança na "Semana do Cristianismo/ABU"

Tive a oportunidade de ministrar essa oficina - "Improvisação em Dança" - durante a "Semana do Cristianismo" promovida pela ABU, que rolou na UFMG. Foi um tempo muito gostoso! Tivemos 20 participantes e uma hora e meia de muita coisa boa! O pessoal da TV UFMG esteve por lá cobrindo a oficina!

Aproveito para parabenizar o pessoal da produção! Um grande beijo, Carol Gualberto.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Catavento na Telinha


Na última sexta-feira, a gente esteve com o pessoal da TV Horizonte, gravando para um de seus programas, no Espaço Quik, em Nova Lima/MG. A experiência foi muito bacana e agradecemos ao carinho da produção, em especial da Ariella - essa de amarelinho aí com a gente.

Também agradecemos muito ao pessoal da Quik que abriu o espaço para a gravação.

Se alguém quiser ver o programa, é só ligar na TV Horizonte na próxima terça-feira, dia 20, às 20h30'.

No mais, correria louca do grupo pra conseguir deixar tudo pronto pra vários eventos e compromissos que estão aí pela frente... a gente vai colocar tudo no ar pra vcs acompanharem, ok???

Inté, povo querido!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Para Pina


"Não me interesso em como as pessoas se movem,
mas o que as move."
(Pina Bausch)

No último fim de semana, o Brasil recebeu a visita da Pina Bausch Tanztheater Wuppertal. Outras visitas da companhia já aconteceram, mas essa foi especial, uma vez que Pina faleceu há pouco tempo. Quem teve a oportunidade de assistir aos espetáculos diz ter vivido um momento único. Eu, Carol, não pude estar lá, mas devorei o livreto/programa/homenagem/poesia que traz textos falando sobre Pina e sua obra. Os autores são artistas e que tiveram a oportunidade de conviver com Pina e apreender um pouco de sua beleza e arte. Não resisti... aí vão alguns trechos:


"Pina via com amor nossos clichês e aprofundava-os, salvava-os, raspando-lhes a casca da repetição óbvia. Pina humanizava nossos defeitos, nosso ridículos e nos oferecia a própria vida reciclada com carinho, virando-nos diantes de nó s mesmos." (Arnaldo Jabor)


"Como o vento, Pina mudou a paisagem do mundo com a força da usa dança. Do porto, ela inventava o mar. Com suas perguntas, arrancava a memória do esquecimento e seus bailarino a arremessavam para nós, que reconhecíamos como nossa aquela rede de mutações, sem costuras entre nós e eles. Em breve, todos eles vão precisar inventar um modo de transformar em uma trama esse vazio, que agora vibra e risca todos aqueles a quem o encontro com a arte de Pina fez descobrir que era preciso se desabrigar, para se por disponível para o tanto de espantos que seriam acumulados. Nem a morte desata certos laços construídos em vida." (Helena Katz)


"[...] vi tudo o que pude de Pina: quase todo o repertório. E sempre a renovação e o aprofundamento da esplendorosa impressão inicial. E sempre a surpresa. Propus-me a saudar Pina Bausch quando aceitei escrever aqui sobre sua arte. E, no fim, me entreguei a digressões que são retalhos de autobiografia." (Caetano Veloso)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Andanças e danças - Contact Improvisation










A nossa queridíssima Vitória (essa aí de azul) teve a oportunidade de participar da oficina “Contato Improvisação – domínio do corpo”. Essa oficina, que aconteceu nos dias 05 a 07 de setembro, faz parte do “Sul em contato”, em Porto Alegre/RS, que é um projeto para aperfeiçoamento de bailarinos, atores e interessados na dança chamada “Contato-Improvisação”. Entre março e dezembro de 2009, 12 professores de larga experiência nesta dança do Brasil, Argentina, Uruguai e Alemanha, vão à Porto Alegre para ministrar oficina de 3 dias. Os alunos aprendem múltiplos aspectos desta forma de movimento: os princípios, fundamentos, aprofundamentos, relações com outras técnicas como educação somática, teatro, música e artes marciais até a apresentação. Há sempre aulas semanais de revisão das oficinas, mostras de vídeos, JAMs e performances dos alunos e/ou professores.

A oficina estava sob o comando do argentino Pablo Medina que é ator, bailarino, pedagogo e terapeuta corporal. Além do seu comprometimento em difundir a linguagem de Contact Improvisation desde o início dos anos 90, ele também investiga diferentes técnicas de terapias manuais e atualmente estuda Osteopatia no Instituto Argentino de Osteopatia da Expressão Corporal no Centro Cultural Ricardo Rojas.

Mas o que significa “Contato-Improvisação” (Contact Improvisation)? É um estilo de dança que surgiu nos Estados Unidos no início dos anos 70 e logo foi difundido para diversas partes do mundo. Trata-se de uma dança espontânea por meio de contato físico entre duas ou mais pessoas. O treinamento se dá por exercícios de percepção e consciência corporal, rolamentos, uso do peso, contrapeso, sustentação, quedas, saltos, deslizamentos, etc. A dança pode ser muito sutil ou até acrobática, por isso muitas técnicas de educação somática são utilizadas na aprendizagem, como Bodymind Centering®, Alexander, Feldenkrais e também outras linguagens que se cruzam para enriquecer a dança de contato, como a estrutura de performance, o teatro, a acrobacia, o uso da voz e de bolas. Por se tratar de improvisação, de jogo e diálogo físico, esse estilo de movimento desenvolve um estado físico e mental de alerta que enriquece a presença cênica de bailarinos, atores e outros artistas do movimento, além de ser facilmente aprendido por qualquer pessoa sem experiência profissional nestas áreas.

Enfim, essa foi uma experiência maravilhosa para a Vitória que, claro, “respinga” pro catavento todo. Aproveite para conhecer um pouco mais dessa técnica! Vale a pena!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nossa caminhada






A caminhada do catavento tem trazido grandes surpresas.

No sábado, dia 15, o "Ventaneio" passou pelo Teatro da Biblioteca Pública e foi uma experiência maravilhosa! Um público especial, shows de excelentes músicos e uma razão super bacana que unia a todos: o lançamento do "O Livro do Som do Céu" com todos os resultados do debate sobre música que rolou em abril desse ano.

No último sábado, dia 22, parte do catavento esteve no Palácio das Artes, pra assistir à remontagem do "Isso não é Gotham City", do Grupo Primeiro Ato; com direito à coquetel cheio de gente ilustre como Angel Vianna, Dulce Betrão e muitos outros. Uma noite muito gostosa!!!!

Ontem, estivemos na CPC, apresentando o "Ventaneio" e conversando um pouco sobre "O Papel de quem vê: o público e a arte". Outro momento delicioso quando pudemos compartilhar um pouco das nossas experiências, contar do processo de criação, ouvir as pessoas e conhecer gente nova...

Aproveitamos para agradecer ao Sêmer, marido da Vitória, que nos ajudou com a iluminação; à MPC, pelos convites tão especiais; ao Djalma, que tem feito o som pra gente há já algum tempo; aos familiares, sempre tão prontos a aplaudir e apoiar...

Próxima parada agora??? Dia 21 de setembro, no PROEF/UFMG - um projeto de educação para adultos, com direito a "Ventaneio" e bate-papo...

Bjo pra todos!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais uma vitória da Dança

A dança conquistou nesta quarta-feira (15/07) mais uma vitória na briga contra a fiscalização dos profissionais da área pelos Conselhos Regionais de Educação Física. Foi aprovado, por unanimidade, na Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, o projeto de lei 1.371/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB/BA). O texto determina que “não estão sujeitos à fiscalização dos Conselhos Regionais de Educação Física os profissionais de dança, artes marciais e ioga, capoeira e método pilates, seus instrutores, professores e academias”. Agora, o projeto segue para votação na Comissão de Turismo e Desporto (leia toda a reportagem: http://idanca.net/lang/pt-br/2009/07/15/profissionais-da-danca-comemoram-mais-uma-conquista/11523/).

Vamos em frente...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tem alguém chegando...

Queridos companheiros de jornada,

É com muita alegria e expectativa que anunciamos a mais nova integrante do grupo: Vitória Meireles. Um dia, com bastante calma, a gente conta como tudo aconteceu. O importante agora é que temos mais informação criativa, mais um corpo, mais uma dança pra girar esse catavento!

Seja bem-vinda, Vitória!


A Vitória é bailarina desde 1987. Em 2001, concluiu o curso profissionalizante de Dança pela Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes) onde atuou em espetáculos entre 1997 e 2001 como intérprete e criadora. É professora de dança contemporânea e preparação física para bailarinos na escola de dança Erika Dutra e no projeto Quik Cidadania, onde também atua como assistente na coordenação pedagógica. Foi professora e ensaiadora da equipe mineira de ginástica rítmica por 4 anos. Participou do FID (Fórum Internacional de Dança) como bolsista do programa Território Minas. É formada em Teologia pela FATE/BH - Instituto Izabela Hendrix e desenvolve pesquisa teológica sobre o lugar do corpo na liturgia e de dança e movimento a partir do sistema Laban. Em sua igreja, atuou como cantora por mais de 15 anos, tem atuado com professora de dança e coreógrafa para grupos de jovens e adultos e faz parte da Diretoria de Artes. É formada também em canto popular na Babaya escola de canto. É membro da Igreja Batista da Lagoinha desde 1989. É natural de Belo Horizonte e casada com o cenógrafo Semer Meireles.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

A Igreja como Promotora de Arte

Carol Gama participando do debate no ArteCéu (Som do Céu 2009)
Gladir Cabral, Carol Gama e Denise Bahiense - debate ArteCéu (Som do Céu 2009)

Uma das pessoas muito bacanas com as quais o Catavento estreitou laços é a Carol Gama. Artista plástica formada pela Unicamp e Produtora de Arte do Programa Plataforma, a Carol expôs seu belíssimo trabalho "Estandartes do Vento" no ArteCéu - espaço no qual o Catavento também se apresentou durante o Som do Céu 2009. A gente se deu muito certo e faz questão de trazer pra vocês um pouco da reflexão proposta pela Carol durante um dos debates que rolou por lá.

Aproveitamos para deixar aqui registrado nossa admiração pelo trabalho da Carol! Um beijo do catavento pra você, querida!

A Igreja como Promotora de Arte

Carolina Gama

"Recentemente fui convidada a participar de um debate cujo tema era “A igreja como promotora de arte”. Apesar da minha timidez e da tendência a fugir de confrontos, concordei em ir porque como artista e como cristã sei que o meu silêncio não é uma opção. Não acho que eu tenha muito a oferecer, confesso que tenho mais questionamentos do que respostas. Por isso optei por contar um pouco da minha experiência e de algumas reflexões que fiz ao longo do caminho na esperança de, com isso, dar uma pequena contribuição.

Tempos atrás, numa Bienal do Livro, assisti a um bate-papo entre a poetisa Adélia Prado e o Frei Beto. Em certo ponto da conversa o Frei Beto disse - “A Adélia olha para uma pedra e vê um diamante”. A Adélia, por sua vez, respondeu que ela não fazia nada, apenas servia de instrumento nas mãos de Deus. Nas artes, costuma-se ligar o termo “beleza” a coisas alegres, simétricas, coloridas e relaxantes. Eu prefiro o ponto de vista do Frei Beto. Penso que o artista que reproduz a beleza em seu trabalho, não é aquele capaz de recriar uma imagem com perfeição, que usa como tema apenas elementos da perfeita criação de Deus ou temas bíblicos. O artista que retrata a beleza em sua obra é aquele capaz de mostrar o mundo aos olhos de Deus. É aquele que propõe uma maneira completamente nova de olhar para as coisas, encontrando vida nos mais obscuros cantos do coração do homem, dando lugar de destaque ao que é considerado inútil, marginal, simples. É o que “olha para uma pedra e vê um diamante” e é capaz de comunicar isso ao outro.

Um exemplo muito conhecido de artista cristão foi Vincent Van Gogh. Por mais que tentem classificá-lo como “Impressionista” ou “Expressionista”, ele foi único, produzindo uma obra à frente do seu tempo, e oferecendo um jeito singular de olhar para o mundo. Quando foi para as minas de carvão da Bélgica, como um jovem missionário, fazia desenhos para vender e dar o dinheiro aos pobres. Mas o que ele desenhava eram os carvoeiros miseráveis que viviam a sua volta, em seus sofrimentos e beleza.

Há dois anos fui assistir a um sarau em uma igreja na cidade de São Paulo. O intuito dos organizadores não era apenas promover apresentações musicais, mas incluir no programa outras formas de arte. Para a exposição de artes plásticas compraram alguns metros de tecido preto (que deveriam cobrir as janelas) e neles fizeram uma “arte moderna”. Lambuzaram as mãos de tinta e imprimiram no tecido, espirraram tinta no tecido, etc. Tudo muito colorido no fundo preto. Esses tecidos foram pendurados. E em cima de cada um colocaram uma etiqueta com o nome da “obra” e do “artista”. Primeiramente, se considerarmos que aquelas cortinas eram obras, seria uma falta de respeito colar a legenda em cima delas, o mais adequado seria ao lado, na parede. Em segundo lugar, a técnica de arte escolhida demonstra o preconceito que existe de muitos com relação ao que é a arte moderna e contemporânea.

Quem não tem muito conhecimento das artes plásticas tem a tendência de achar que hoje qualquer coisa que se faça é arte. Não se leva em consideração o percurso histórico que levou artistas a fazerem uma arte aparentemente banal e fácil, e nem se leva em consideração o processo de trabalho do artista que não produz seu trabalho em cinco minutos, ou se o faz é devido a uma bagagem técnica e teórica acumulada. No caso dessa igreja, o intuito de promover a arte se tornou deboche e desrespeito. Poderia-se dizer que ao menos houve uma iniciativa desses irmãos. Mas eu tenho pensado muito sobre os recursos que temos e o quanto desfrutamos deles. E acredito que a desculpa de que “ao menos houve uma iniciativa” é inaceitável no contexto onde aquelas pessoas estavam inseridas.

São Paulo concentra uma variedade ampla de artistas plásticos, de museus e de galerias de arte. Os dois principais jornais da cidade divulgam diariamente exposições tanto de obras de arte históricas quanto de artistas contemporâneos. Quem não gosta de ir a museus, ou não tem tempo, encontra obras de artistas consagrados, como Tomie Ohtake, espalhadas pela cidade, em canteiros, praças ou calçadas. Nem o crente, que tem a desculpa de que só “consome” arte de artistas cristãos, tem desculpa. Existem muitos artistas plásticos profissionais que são cristãos, que atuam no meio secular. Alguns inclusive tem suas obras em museus e coleções importantes do país. Além disso, existe a internet, onde inúmeros artistas, museus e galerias do mundo todo exibem obras e fornecem informações sobre artistas e sobre o que são as artes plásticas e visuais. No mínimo existe o Wikipedia.

A igreja não pode promover a arte sem antes conhecê-la, compreender suas normas, sua essência, seus porquês. Como é possível promover algo que não se conhece? Se considerarmos que as artes são linguagem, como podemos dialogar sem escutar? O que a igreja tem feito em geral, é criar uma arte dentro de uma redoma, incapaz de dialogar com o mundo ao seu redor. E isto não é arte. No mínimo é uma arte aleijada, pobre e que não acrescenta nada.

Em um primeiro momento acredito que a igreja deve ser acima de tudo incentivadora da arte, estimulando seus membros a conhecer a arte, a frequentar exposições, apresentações, cinemas ou qualquer outro lugar onde a arte seja promovida de maneira séria e profissional. Deve-se desvincular a arte da instituição religiosa. Num segundo momento a igreja deve se prontificar a acolher essa realidade, suas contribuições, tensões, impressões, desfavores, contradições e acolher inclusive aqueles que escolherem enveredar por esse caminho."



domingo, 26 de abril de 2009

Geraldas e Avencas

Catavento e Suely Machado - Diretora do grupo de dança Primeiro Ato e Presidente da Associação Mineira de Dança (Unidança)

Sexta foi dia de encontro e passeio... Depois de um "papo-cabeça" (cheio de sonhos, projetos e novas idéias) regado a um gostoso café, fomos assistir ao espetáculo "Geraldas e Avencas", do Grupo de Dança Primeiro Ato.

Vale muito a pena ver e rever! O trabalho trata sobre a fugacidade do conceito de beleza atual e sobre como as pessoas têm se submetido à mutilação e anulação de si próprios para se enquadrarem nesses parâmetros tão efêmeros do "belo".

Suely Machado, em entrevista ao Estadão (SP), diz: "Queremos instigar uma reflexão sobre esta padronização que estamos vivendo. Mostrar a possibilidade de um outro belo, que pode vir através de marcas e traços pessoais, o que de fato nos diferencia uns dos outros."

Zeca Baleiro foi o responsável pela trilha original e maravilhosa!

Se o grupo aparecer na sua cidade com esse espetáculo, não deixe de ir!

Por aqui, ficamos nós, cheinhas de avencas e sonhos...

Até!


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Da estréia pra mim (Carol Gualberto)



Queria palavras bonitas...

Mas o ventaneio veio, "bagunçou" tudo, mexeu no (in)coberto e trouxe novos movimentos, nova dança, novas palavras inventadas...

Restam, portanto, sorrisos, sonhos e saberes de catavento...

A estréia de uma nova estrada, de um novo giro, de uma nova moça...


Carol Gualberto - sobre estréia de Ventaneio no Som do Céu 2009.













quinta-feira, 16 de abril de 2009

Da estréia pra mim (Fabrícia Melo)

Enfim o primeiro filho nasceu! Nossa estréia foi recheada de sucesso e nos deu boas perspectivas sobre o futuro do grupo com outros trabalhos. Foi maravilhoso ver a receptividade e a sensibilidade do público.

Quatro apresentações, quatro corações submersos no palco...

Fabrícia Melo - sobre estréia do Ventaneio no Som do Céu 2009.